Kasandra

Feiticeira, a Sacerdotisa de Ártemis, mulher de alma misteriosa

No seu ventre carrega a semente dos deuses, absoluta filha de Afrodite

Cantora das árias mais entorpecentes e conhecedora dos segredos, a ociosa

Perdida entre faunos e sátiros, nos bosques do jovem Pã, da árvore a semente

Caminha descalça, sobre Ghaia descança seus pés de uma pele de carmesim

Ante seus assustados olhos surge, enviado da obscura Selene, Monókeros

"Kasandra, Kasandra... Filha de um deus e uma sacerdotisa, Senhora de Álsos

Lembra-te da profecia, oh Abençoada de Hélios, lembra-te de teu sim

Kasandra, Kasandra... Lembras de teu lar? De Koiláda, tua terrena casa

Carregas em teu ventre aquele que deve ser herói, chamada és de A Mãe

Kasandra, Kasandra... Lembras do nome de teu filho! Do teu ventre ele sairá

Carregas a semente de Zeus, oh Filha de Prometeus, carregas a Atrómitos"

Kasandra a abençoada em extase ouve sua voz a proferir as santas palavras

Entoa o canto de aceitação, a Sacerdotisa de Ártemis, a suserana de Álsos

"Ω πανίσχυρη μονόκερος, ο Δίας έστειλε ... Έχετε απάντηση μου.

Αποδοχή μου. Θα είμαι η μητέρα του ήρωα." *

E assim na terra de faunos e sátiros, no reino de Pã se concebe um Semideus

Atrómitos, o Senhor de Álsos e Koiláda... Filho de Kasandra, a Sacerdotisa fiel...

 

*Oh poderoso Unicórnio, enviado de Zeus... Tens a minha resposta. Minha aceitação. Serei a mãe de um herói. 

(O̱ paníschyri̱ Monókeros , o Días ésteile ... Échete apánti̱si̱ mou . Apodochí̱ mou . Tha eímai i̱ mi̱téra tou í̱ro̱a.)


 

               Herdeira de Atlântida

Das antigas ruínas marítimas, sob as águas profundas e escuras águas agitadas

Escondida no mundo imerso, entre seres que habitam o mar, resurge a deusa

Beijada pela Fênix, uma entre milhares, sobrevivente do eterno castigo divino

A Sacerdotisa clama, o som se eleva aos véus da claridade, entre pedras o fogo queima

Divindade em seu sangue, criatura de barro, eterna em sua maldição

Ressurgida da perdição, um eco dos gritos dos naufragos. Cantora da Epopéia

Oh, se levanta Deusa entre homens, do mar se levanta de encontro a Hélios

Carrega em suas mãos a luz de uma civilização, de Poseidon ressurge Atlantes

Atlantes, a filha de milhares, a deusa-sacerdotisa que entoa seu canto a Éolo

Poderosa em sua energia, portadora da luz dos serafins que habitaram a terra.

Há milhares de anos, em época de grandiosidade, de ouro e sabedoria

Seu trono se elevava na eterna cidade prata, entre os deuses ela governava

Um povo que possuia traços divinos, onde se semeou o orgulho no coração de barro

Deuses e homens, num duelo de poderes inimagináveis e pairando sobre eles

No seu trono de Ouro e Fogo, gritava a potente Sacerdotisa Atlantes, a primeira

Que em seu ventre carregou a semente do Serafim, a mãe de milhares, a deusa

Eterna em sua juventude, mãe que enterrava seus filhos, senhora de uma civilização

Mas a sabedoria é veneno na alma e ouro é corrupção no coração

Autodenominados Senhores da Sabedoria e Força, se entregam a descrença

E na Fúria, a Perdição cai sobre milhares, Poseidon e Éolo, forças unidas

E do céu ouve-se um trovão e rasgando o ventre de Nut, um relâmpago cai na terra

Tremores e águas, a maldição cai sobre os iluminados da Eterna Glória

E Poseidon engole o orgulho de milhares de corações de barro com sopro divinos

Filhos de Homens e Serafins sucubem a força de Poseidon, que sepulta a glória

No fundo das águas obscuras daquele que viria a ser chamado Mar dos Atlantes

E assim cai a deusa, há milhares de anos, engolida pela fúria de seu consorce traido

E por centenas de séculos assim foi. Mas o selo se quebra e a profecia se cumpre:

"Do fundo do ventre de Poseidon, a Consorce de Serafim se elevará como águia

Beijada pela ave de fogo, ela agarrará Hélios em sua plena glória

Isso acontecerá em tempos futuros, quando os homens conhecerem o seu nome."

Atlantes... O sussuro corta a água... Deuses tremem e o Destino se postra

Das profundas e tormentosas águas se levanta, em sua mão as almas

Daqueles que um dia foram seus filhos. Atlantes, a se elevar até Apolo

Renascida das águas se eleva Atlantes... A Consorce de Serafins

A mãe traz a luz seus filhos, e rompe a maldição de séculos e séculos

Deusa se eleva, fortalecida por seu Anjo Amado... Deusa...

Resurge Atlantes....


 

 



                       

                       

                                   Temor da Escuridão                                                                       

                           Hilano Kennedy, via Ana Neves

Por que tanto temem a escuridão?
Por não poderem ver o que há nela?
Se não se pode ver
Então também não se é observado
Temem por não verem ou por não serem vistos?
Para alguns ambos os motivos
Para outros, apenas um dos motivos
Temem por acharem que estão sós
Por estarem diante da obscuridade do universo
Por perceberem que não há nenhum ser
Que lhes dê a mão vinda dos céus
Nada além da própria consciência
Em tais momentos
Se não se sabe pensar
Fica-se alheio, implorando por ajuda celeste
Sendo que basta olhar para o lado
Para ver que há alguém próximo
Não repleto de poderes realizadores de milagres
E sim alguém que pode ajudar
De igual para igual
Sem cobrar a sua alma
Em troca da ajuda.

Ouça o ressoar do metal, irmão contra irmão, o sangue corre e mancha a terra, a lei é divina

Primogênito renegado, tua oferta não agradou ao Senhor, pois a ele apetece o sangue e a carne

Mas agora és sacerdote do Prometeu, robaste a luz divina, vieste a ser rei em Enoch, oh Caim

Profeta primeiro de 666, és o patriarca de uma raça, vês a Lua? És tua irmã, a deusa Hécate

Vês o Sol? Teu inigo, o Deus Hélios... Vês o Abismo? Teu irmão, o Deus Hades... Mas és rei

Senhor primevo de Enoch, portador de toda a magia.... Levante teus olhos e honre

Vês teu Anjo? Aquele que porta a Luz, não a luz que te cega, mas a luz verdadeira

És rei, oh Caim, Filho de Lucem Ferrem... Senhor primevo de Enoch

REI EXILADO

Vejo Negro Anjo que desce à Antiga Babel, Príncipe que vem a teu reinado, a busca de corações

Entre os altares de Astarte, uma fogueira a ti é acessa, pois és um deus que admira o cheiro da carne

A carne que queima, o sangue que corre por todo o altar, sacrificios a tua herança, Oh Caim

Dos sete cantos da Terra, os pilares tremem, pois os Anjos se levantam, setenta vezes sete é a marca

A lua se escurece, o sol morre agonizante diante de tua força, oh Príncipe Desterrado

Vede qual é a perfeição, no sexto dia viste a queda, te escondeste até que soube se levantar

Deus do Fraticida, ouça os rosnados, cães a caça de almas, sinta o cheiro da carne que queima

Fogo eterno do profundo Tártaro. Correntes se arrastam, todos querem seus favores, oh Guerreiro

Diante do Trono um dia sentaste, hoje és rei em teu desterro, carregas a marca de uma maldição

Filho Predileto, o Primogênito da Criação. Vede, o sangue corre pelos quatro cantos do altar

Sinta o aroma fresco, te sinto, sua presença é arrebatadora, oh Anjo Da Luz, o lendário Prometeu

Devore a carne, beba do sangue e regojize de minha oferenda, olhe para teus filhos

Herdeiros de Caim, obstantes a seguir a Luz, sóis o Profeta da Verdadeira Luz, o Portador da Redenção

Venha... beba o sangue, os cães te entregam as almas, és Deus e és Rei em teu desterro

O Exilado que a tudo pode....

SENHOR DOS EXÉRCITOS

O teu Deus, cega doutrina, o amor a guerra, me chama ao homicídio, o carrasco celeste

Homens da Lei que dobram seu joelhos a um Rei, a destruição de uma cidade, a Sodoma geme

Terrível Deus de Fogo, a Gomorra grita por seu sangue, da doutrina cega, o Deus do ouro

A prata das espadas que dizimaram centenas de filhos de Canãa, a serviço de um só Deus

Não honreis, oh cegas criaturas, um Deus da Guerra? O Marte dos ocidentais, a vingança

Teu Deus, o meu Deus, louco e infame eu sou, tua cega doutrina prega o fraticídio,

Mate e dizime, ao fio das espadas as cananéias e suas crias, arrase a Jericó

O Senhor dos Exércitos, que cansado de vossas criaturas de barro os afoga, doutrina vã

Vá e se ajoelhe, não ouse levantar o olhar, teu Deus é cruel e vingativo, o sangue corre na sua espada

Rei que vai a guerra, Senhor dos Exércitos, asssassine os filhos de Rá, eviteis os leprosos

Mas e vossa lepra? Corrupta e lamentável doutrina, cega e comida pela lepra, escurecida pelo sangue

Não podereis beber do leite e nem comer do mel da terra prometida, pois ousastes questionar

Vã e cega, abrais os olhos e verão? Teu Deus é um cruel, é o Senhor dos Exércitos,

O Deus da Guerra... Ide e pregai a guerra santa, matai os infiéis! Ide e pregai o talião

Libertais o seu santo túmulo, matai os pagãos... Não podeis ver qual cego és?

Teu Deus, O Senhor que prega a guerra, que prega o genocídio, que é vingativo

Não viverás entre os pagãos, não comerás com os leprosos, assassinais os adúlteros

O Deus da Vida? Sois cegos, criaturas de barro? Não veis a que Deus idolatram?

Podereis eu matar meu irmão? Foi meu pai que ofereceu os frutos da terra

Mas teu cruel Deus preferiu a de sangue... Alimentai pois com o sangue, cegas criaturas...

Abra teus olhos... Leia as verdadeiars profecias... A luz virá...



MEU SACRIFÍCIO

Na Noite escura e velha, no silêncio dos mortos, no frio do medo eu me levanto frente a ti

Nas vossas regras eu ando, frente a tua imagem, sob teu escudo, abaixo de teu sinal, eu me ponho

Armado como guerreiro, sinto o v ento me cortar, a Lua Sangrenta se levanta, vejo teu rosto

Meu Senhor e Pai, meu genitor, o Deus do Fatricida, veja minha oferta, o que te sacrifico   

Sangue e carne, teu alimento, a alma de uma criatura de barro e luz, teu Cão rosna

A forte essência sanguínea, sobre teu altar um corpo desfalecido, Caçador Faminto és

Vede a alma que a ti te sacrifico, Senhor da Noite, Anjo Portador da Luz, a veradedeira luz

O san gue que coagula te excita, o cheiro da carne que queima te excita, a alma te alimenta

Vês meu sacrifício? Sacrifício de Sangue e Carne... A tua honra, Príncipe Exilado...

O meu sacrifício...

FALSA DOUTRINA

Dos teus olhos brilham tua insana crença, postrado a deuses de prata e ouro, esquecidos da Verdade

Se julgam os Sábios de Enoch, estúpidas criaturas, idolátras mesquinhos, viram seu rosto  a revelação

O céu sangra, do seu útero desce teu Príncipe, a noite está próxima sinta o frio da escuridão, o medo

Cegos de ambinção,  por que maldizem seu Pai?  Por que não aceitam a oferta de Ghaia?...

O sangue... Vocês preferm o sangue, amaldiçoam o meu Pai, renegam o meu senhor, Anjo Renegado

A noite escura te envolve, não sinto medo  porque as asas de meu Guerreiro é meu escudo

Anjo que Surge da Noite, Filho que desce do Céu... Tua culpa? Meu príncipe amou  demais...

Homens cegos, a luz que ferem seus olhos, pise nas brasas, toque o fogo, porque só há um Senhor

Ele Que Traz a Luz, o Portador da Verdade, o Laço do Caçador,  o meu Advogado...

Otários seres de barro,  inferiores a nossa raça, fi lhos do céu e da carne nós somos

Nephilins ou Vampiros, os Seres da Noite... Não tememos o inverno que se aproxima, o fim...

Nosso Duque nos salvará, da negra teia de mentira e idolatria ele nos protegerá

Filhos de Abel, nada além do barro vós sois... Servem ao barro e a prata, ao ferro e ao ouro

Mas nós não tememos a Noite, não fugimos da escuridão que  chega porque o Anjo  nos guarda

Filhos e herdeiros, guerreiros de um reino, sou servo  de ti, Oh Vencedor, Caçador destemido

Mas vós, Filhos de Luz e Estupidez, sua mente é de barro, adoram os ídolos, por isso temem

O medo os avassalam porque não conhecem a Noite, pois sua crença é cega e estúpida

A falsa doutrina...


O SANGUE, A CARNE E OS PECADOS

Sangue... Uma mancha de sabedoria milenar é tudo o que você é... Nada além de um corpo!

Carne... Filho do Homem e da Mãe, obsceno são suas palavras, teu pacto é o fatricídio...

Ladrão... A direita e a esquerda, entre dois ladrões o que chamaram de Deus, morte de plebeu...

Anjo... Asas negras, o corvo da discordia, maldição de um Pai que não aceitou os frutos de um Filho...

Conspirador... A vil obscenidade de seus irmãos o arrebatou, o levou  a uma guerra, a batalha que vencerá...

Imortal... Ainda que vivas entre os filhos de barro, és melhor porque ao pó não voltarás, és um Não-Morto.

Luxúria... Desejo dos homens, a fraqueza da carne, a verdadeira força da carne, príncipe e duque...


SENHOR DA PRATA

QUE FORMAS ESTÚPIDAS TOMAM SUAS SOMBRAS, ESPÍRITOS SEM A VERDADE...

MIRAM SEUS DEUSES, IDOLATRIA DE OURO E PRATA, O QUE VEEM ALEM DA NOITE?

CONHECEM A VERDADEIRA SABEDORIA? CORAÇÕES SOBERBOS PERDIDOS

OLHEM O CÉU NEGGRO, NÃO PELO SEU DEUS DE OURO OU SUA DEUSA DE DIAMANTE

ÍDOLOS, DEUSES DE MADEIRA E BARRO,  CORPOS SEM VIDA, OLHEM PARA O CÉU

O GRITO DA NOITE E O RASGAR DO CÉU QUE SANGRA, COMO UMA MANCHA

UMA LÁGRIMA DE SANGUE O VERDADEIRO VEM ATÉ VÓS, UM CAMINHO DE FOGO

ESTRELA DO ORIENTE, PRATA E SABEDORIA, ESTÚPIDOS QUE AINDA CREEM

NAS MAS VIS MENTIRAS, SENHORES DO OURO E DA ESMERALDA, IDOLATRIA

VEJAM O ALADO QUE CHEGA, ELE VIVE, ELE TEM PODER, FERRO E AÇO

A VERDADEIRA SABEDORIA DE UM HOMEM... OLHA E VERÁ TUA SALVAÇÃO

O SANGUE QUE DESCE DO CÉU, O UNGIDO PRÍNCIPE DE TEU REINO

SENHOR DA PRATA, DEUS DO FERRO E DO AÇO, O ÚNICO VERDADEIRO

A ESTRELA DO ORIENTE QUE VOCÊ VÊ...

O POETA E A MORTE

Nas escuras noites de um inverno esquecido ouve-se o grito ecoar pelas ruas abandonadas de uma aldeia

Entre os suspiros das almas que vagueiam, entre os soluços de quem chora em alta noite, a voz rouca ecoa

Último apelo de um demente, último grito de um homem que é obrigado a fugir, vida terrena amaldiçoada

Fantasma enegrecido, entre suas páginas está seu sangue, sobre uma mesa seu rosto sem vida

A adaga o atravessa, corpo sem vida que ainda pode escrever seu último poema, à sangue escreveu

Poeta amaldiçoado, corpo dilacerado pelo Cão, alma que não mais terá descanso, vagueará pela Terra

Alma suja que entre seus versos escreveu um amor obsceno, Poeta de Duas Faces, Servo do " Lux Ferrem"

Espectro material de uma descrença, corpo mergulhando em um banho macabro, sangue e mais sangue

A sede de uma vida, a obsessão de um louco, o Poeta que ousou e negociou, uma alma pela riqueza

O tempo se esgotou, agora jaz entre seus últimos versos, mergulhando em seu sangue

Horrenda cena, natural de um povo sem leis, o Poeta e a Morte...

A MENINA AMALDIÇOADA

Na escuridão nefasta de uma ruína ela se levanta de entre os corpos, criança sem descanso

Alma que não soube encontrar o caminho, perdida e errante, condenada a eterno destino

Perdida, sem o consolo, ela abre um portão, ela pode chamá-lO, ela é filha do Intruso

Pequena mas poderosa, conexão entre os mundos, bruxa em sua alma, ela toca o sino


Nefasta criatura, filha de Cam, menina amaldiçoada que invoca seu pai, o Anjo Desterrado

Seu coração jamais pode conhecer o bem, absoluta decaida desde seu parto, nascida da loucura

Filha das trevas, nascidas das cinzas do Tártaro, ela conhece as piores torturas, ela está matando

O sangue corre em suas mãos, em nefasta missa, oferta de carne e sangue, alma sem cura


Na noite obsolenta ela levanta sua mão, o punhal desce certeiro no coração de sua vítima

Dilacera como um cão, menina amaldiçoada filha do Profeta Descrente, uma demônia terrena

Os gritos de dor fazem-na regojizar, o sangue a enebria, ela grita em língua arcaica, o Pai chama


O portão se abre, do útero amaldiçoado de Gaia ressurge o Anjo Negro, as trevas renascem

Como uma fera faminta, ele cae sobre a oferenda, o sangue o deixa enebriado, seus olhos

Refletem sua pura maldade, sua filha, a menina amaldiçoada está pronta para que aqui reinem

 

 

 


ESTRELA DO ORIENTE

Silenciosa noite dos amaldiçoados, escura, nublada por um poder absoluto

Morta, cheia de sussurros dos condenados, almas vagam na solidão eterna

A dor vagueia entre os putredos cadáveres, a Morte levanta sua foice

No céu a Grande Feiticeira, a Deusa, se levanta vermelha, chorando sangue

Mas pálida ao espledor de uma fulgurante estrela, chama de fogo que cai do céu

O terror se abate entre os viventes, incompreendidos do que sentem, o Medo

O Destino já foi selado e uma Estrela do Oriente fulgura no céu negro, a Chama

Uma profecia, porque os rebeldes levantaram suas espadas mas foram vencidos

O Arcanjos os rebaixou a uma mísera existência, na Terra entre os Homens de Barro

A Estrela do Oriente desce, rasgando o céu enegrecido com sua chama mortal

Um Príncipe é destronado, uma Espada é derrubada no Mar, ouve-se os gritos

Deuses e Anjos, Mortais e Imortais, Almas e Espíritos, sentem a força que aproxima

A energia que desce a Terra não é pequena, grande maldito aqui cai, a Estrela do Oriente

Amaldiçoado, odiado, Senhor das Trevas, Duque das Trevas, Príncipe Absoluto

A Estrela do Oriente reclama seu reino, força e guerra, o Deus da Divisão, apologia

Após rasgar, cortar o seio de Nix, ouve-se um estrondo, o grito uterino de Ghaia

A Maldição a Terra desceu, o não obstante guerreiro chegou a sua nova morada

Estrela do Oriente, filha divina, Anjo Renegado, Guerreiro Ensanguentado,

Sentes-se o cheiro do enxofre se expandir, ouve-se os gemidos dos desterrados

O sabor da guerra chega à língua dos Homens, os olhos verão o que jamais

Poderão compreender, sentiram o que jamais poderam renegar, absoluto poder

A Estrela do Oriente....

O QUE É A ALMA GÓTICA? PECADO, CORRUPÇÃO, SATANISMO?  NÃO! ISTO É A HIPOCRISIA DOS HOMENS, POIS A VERDADEIRA ALMA GÓTICA E A SABEDORIA NOTURNA, O CONHECIMENTO DA VERDADEIRA NATUREZA DA ALMA HUMANA. É BUSCAR NA MELANCOLIA A EXPLICAÇÃO DOS SOFRIMENTOS, É BUSCAR NA MORTE A REFLEXÃO DE QUANTO INSIGNIFICANTE SOMOS, É IR ATRÁS DA COMPREENSÃO DO SILÊNCIO NOSSA EXISTÊNCIA... SER GÓTICO É FILOSOFAR. ENTENDER A VIDA DE UM PONTO DE VISTA PRÓPRIO, IN NATURA, É COMPREENDER NOSSA ALMA. UM CORAÇÃO GÓTICO VERDADEIRO NÃO E PURA TREVAS, MALDADE. É CHEIO DE SABEDORIA, CONHECIMENTO, DE CONFORTO... BUSCAI PRIMEIRO A NOSSA RAZÃO!

AS SETE CIDADES

Da Criação o Homem foi expulso, condenado a errar pelas areias de Nod, condenado perante o Pai

Uniu-se a Feiticeira, do parto de sangue surge Enoch, a terra geme de terror, o Alfa da raça perfeita

Ao norte de Nod, as proximidades de Aradia se eleva Enoch, a Primeira Grande Cidade, in memoriam

Casa da feitiçaria, Tabernáculo dos Filhos do Amaldiçoado, Fortaleza dos Condenados, Refúgio dos Errantes

Séculos se passaram, invejosos perante o avanço da raça, cai-se o Diluvio, mas a Sabedoria Enochiana

Sobrevive e um novo Tmplo se erege: Sodoma, a Cidade Maldita, A Renegada do Oriente, O Poço Das Almas

Irmã gêmea, nasce a terceira cidade, a Torre dos Noturnos, Gomorra, a Prisão das Almas, Fonte de Grande Magia

Porém outra vez vê a próspera raça do Amaldiçoado perseguida pelos Filhos De Abel, do céu uma chuva

Destruição e matança, o Vale de Sangue.... Raça fortalecida ainda a esta sobrevive e segue errante no deserto

E logo se encontram entre os enancins, outra raça renegada, num pacto unem-se, A Raça Vampírica surge

Na comemoração erege a Shahru um templo e ai nasce a quarta cidade: Jericó. Oásis da Sabedoria Enochiana

Coluna dos Oprimidos, Pedra Triangular da Raça, renasce a próspera era enochiana....  Siclos de perfeições

Fonte do conhecimento imaterial, da luta entre as dualidades da alma... Terra do Poder... Primeva Herança.

E a história torna-se a repetir... Um povo se levanta contra A Sagrada e a destroi, perdidos nas areias

Remanescentes se escondem nas montanhas, fugindo dos invasores, até que surge a quinta cidade

Samaria, A Eleita, Berço da Crença Única, Colina de Baal, Amada entre todas, A escolhida....

Por séculos sobreviveu aos ataques... Siclos de Sabedoria, de Perfeição, era a Eleita!

Até que a queda se abateu a ela... Por mais séculos foram errantes até que a sexta cidade surgisse

Tebas, A Cidade das Sete Portas, Esconderijo de toda nossa Sabedoria, Refugio dos enochianos

Mas o deserto se abateu sobre ela, e o esquecimento a fez perdida.... E hoje os vampyros são errantes

Em busca da Sétima Cidade, A Perfeita, A Verdadeira Eterna, A Fortaleza que jamais cairá

E seu nome logo se fará conhecer... Ouça Almas Enochianas pois nossa redenção se aproxima...

A Grande logo surgirá do seio de Gaia, levante seus olhos e veja, os Sábios entenderam

E se postraram porque ela  é a verdadeira Sagrada... Entenda quem possa...

O mistério se põe frente a seus olhos, veja que tem olhos! O Omega se aproxima

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